sábado, 30 de abril de 2011

IV Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Educacionais

O IV Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Educacionais, com o tema: hipercomunidade, escola e tecnologias digitais: entre o não ainda e o já passou. O evento busca oferecer oportunidades para discussão sobre a interface tecnologia e educação no contexto contemporâneo. Pretende dar continuidade, divulgar e aprofundar os estudos sobre redes sociais e educação, que foi o tema central do III Simpósio sobre Hipertexto e Tecnologias na Educação, realizado nos dias 2 e 3 de dezembro de 2010, na UFPE. O IV Encontro será realizado nas dependências da Uniso - Universidade de Sorocaba (SP), campus Cidade Universitária, nos dias 26 e 27 de setembro de 2011. Mais informações: http://hipertexto2011.com.br/evento/E

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Software livre e software gratuito: a diferença


O Linux, como é do conhecimento de todos os adeptos da computação, vem se tornando um sistema operacional cada vez mais presente em nossas vidas, mesmo que indiretamente. Uma das razões para isso é que, além de sua qualidade, ele é um sistema que proporciona baixo custo em implementações pelo simples motivo de ser gratuito. Assim como o próprio sistema, uma variedade enorme de softwares encontram-se disponíveis sem ser necessário pagar nada por eles. É aí que entra em cena uma contradição da qual muitos não se dão conta: "vamos instalar tais programas em nossos computadores, porque eles são livres, não iremos gastar praticamente nada...". Não seria mais adequado dizer "vamos instalar tais programas porque eles são gratuitos"? Sim, com certeza seria, pois software livre e software gratuito não é a mesma coisa.
Software livre é um conceito de extrema importância no mundo da computação. De forma básica, quando um software é livre, significa que seu código-fonte está disponível para qualquer um e você pode alterá-lo para adequá-lo às suas necessidades, sem ter de pagar. Portanto, software livre é de fato gratuito, mas usar este termo somente para designar softwares sem custo é um erro grosseiro.
O software gratuito (freeware), por si só, é um software que você usa sem precisar pagar. Você não tem acesso ao seu código-fonte, portanto não pode alterá-lo ou simplesmente estudá-lo, somente pode usá-lo, da forma como ele foi disponibilizado. Isso deixa claro a diferença entre software livre e um sofware simplesmente gratuito. O software livre possui tanta importância que se não fosse assim o Linux não existiria ou ficaria restrito aos muros de uma universidade. Linus Torvalds, o "pai do Linux", quando criou o sistema, não quis guardá-lo para si só. Quis montar um sistema que atendesse às suas necessidades, mas que também pudesse ser útil para mais alguém. Fez isso sem saber que estava acabando de "fundar" uma comunidade: a Comunidade Linux.
Essa comunidade consiste em um número enorme de programadores e colaboradores no mundo todo que trabalham com um único objetivo: ter um sistema operacional robusto, confiante, dinâmico, e que, principalmente, esteja ao alcance de todos. A idéia é muito simples: para ser um sistema ao alcance de todos, todos podem colaborar, mostrar suas idéias, participar! Uma cabeça não pensa melhor do que duas? Imagine milhares! O simples fato de utilizar o Linux também faz de você um integrante da comunidade. 
Não é atoa que o Linux, a cada dia, vem conquistando novos usuários domésticos e cada vez mais atraindo empresas de todos os portes, que buscam um sistema confiante e barato. De quebra, podem alterá-lo para suprir suas necessidades e não precisam gastar com sistemas pagos e limitados.

Tudo isso tornou-se possível graças ao fato do Linux ser um sistema livre. Sua licença de uso é a GPL., sigla para GNUPublic License e é uma das formas mais conhecidas de distribuição de programas. A maior parte dos softwares para Linux é baseada na licença GPL. Vale dizer que uma licença é um documento que permite o uso e distribuição de programas dentro de uma série de circunstâncias. É uma espécie de copyright (direitos autorais) que protege o proprietário do programa. Tendo copyright, o dono pode vender, doar, tornar freeware, enfim. A Microsoft por exemplo, atua assim. Você tem pagar (caro) pelos programas e não pode utilizar uma mesma cópia para mais de um computador.
Em nosso caso, a licença GPL faz exatamente o contrário. Ela permite que você copie o programa, instale em quantos computadores quiser, veja, estude, altere o código-fonte e não pague nada por isso. A GPL não é simplesmente um texto que diz o que você deve fazer para desenvolver um software livre. É, resumidamente, um documento que garante a prática e existência do mesmo. Sua filosofia, consiste em defender vários pontos, dentre as quais, destacam-se os mais importantes abaixo:
· Liberdade para executar um programa para qualquer finalidade;
· Liberdade para estudar um programa, e adaptá-lo às suas necessidades;
· Liberdade de distribuir cópias e assim ajudar um colega, uma instituição qualquer;
· Liberdade de melhorar o programa e entregá-los à comunidade.

Para um software ter licença GPL, deve seguir essas quatro liberdades. Esta é uma licença pertencente à Free Software Fundation, que como o próprio nome diz, é uma organização que trabalha em prol do software livre.
É válido dizer que o conceito de software livre não se aplica somente ao Linux. Qualquer programa, independente da plataforma, pode ter código aberto. O navegador de internet Mozilla por exemplo, possui código fonte disponível tanto para Linux como para Windows e outros sistemas operacionais.
O software livre, sem dúvida, é essencial não só para a concepção e uso de programas, mas também por ser de grande importância em pesquisas e avanços tecnológicos, principalmente em países com problemas sociais. Larry Wall, criador da linguagem de código aberto Perl, disse exatamente isso numa entrevista concedida à revista Info Exame, no Fórum Internacional do Software Livre, realizado em Porto Alegre no mês de maio de 2003: "... para nós, dos EUA, escrever software de código aberto é quase um luxo, mas para muitos no resto do mundo é o único caminho acessível para o futuro".
Wall tem toda a razão. Imagine as vantagens que países com problemas financeiros podem ter com a adoção de softwares livres. Além de ter um sistema operacional muito confiável, o custo é baixo, o que permitirá, até mesmo, a inclusão digital para muitos que nem contato com computadores tem. Teriam um sistema operacional e programas de extrema qualidade, avanços na educação, formação de profissionais e contariam com todo o apoio da comunidade Linux. Para quê gastar milhões em dinheiro em softwares pagos (e limitados), "com prazo de validade", sendo que este dinheiro poderia ser investido em outros setores? A adoção do Linux tem um custo muito baixo. A implementação desse sistema pode sair muito mais barata do que a implementação de sistemas proprietários.
As vantagens do software livre são inúmeras. Além dos exemplos já citados aqui, há muitos outros. Qualquer programador experiente sabe, por exemplo, que todo programa está vulnerável a bugs (falhas no código-fonte). Isso acontece com qualquer software em qualquer plataforma. No caso do Linux, quando um bug é descoberto, o mesmo é rapidamente corrigido, simplesmente porque a comunidade vai trabalhar em cima deste erro e somente encerrarão o trabalho quando comprovarem que a falha já foi devidamente corrigida. Como exemplo disso temos o servidor Apache, que é usado em mais de 60% dos servidores web no mundo. Quando uma falha é descoberta, a correção é tão rápida que não é impossível que uma atualização esteja disponível antes mesmo de um site noticiar o bug. Ao contrário do que acontece com o servidor Internet Information Server, da Microsoft: um bug demora até meses para ser solucionado (e se solucionado!).
Pelo texto acima, fica claro que software livre é muito mais do que software gratuito. O futuro do software livre tende a ser cada vez mais promissor. Um número cada vez maior de pessoas e empresas estão conhecendo o Linux e suas vantagens. O software livre, conseqüentemente, só tende a crescer e se tornará tão presente em nossas vidas a ponto de virar uma evolução da computação propriamente dita.
Escrito por Emerson Alecrim - Publicado em 27/03/2003 - Atualizado em 10/12/2004
Fonte: Infowester

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Falta profissionais de TI no mercado: como mudar isso?

O Brasil passa por um momento de crise de empregos na área de tecnologia da informação – TI. Existem poucos profissionais capacitados para atuar nas áreas correlatas, deixando um vácuo no mercado, afetando as empresas que dependem da tecnologia para poder realizar seus negócios com eficiência. Por outro lado, abre oportunidades para jovens, buscarem a área como carreira, pois com certeza terão maiores chances de emprego.

Um estudo da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) projeta para este ano um déficit de quase 92 mil profissionais de TI.

Segundo levantamento da entidade, as empresas de tecnologia têm a perspectiva de contratar 34 mil profissionais de tecnologia em 2011. Dessas posições a serem preenchidas, 70,2% ocorrerão na região sudeste, 18,5% no centro-oeste, 8,98% na região sul, 2,18% no nordeste e 0,12% na região norte do país. Veja mais sobre esse estudo.

As vagas que mais faltam profissionais no mercado são de desenvolvimento de software, existem mais de 15 mil vagas abertas no Brasil.

Eis o problema, muitos reclamam dos salários baixos, que não permitam que o profissional possa se aprimorar continuamente e ter interesse em evoluir na carreira. Será que é preciso um órgão regulador da profissão, para defender os interesses dos profissionais? Com um órgão regulador, estilo CRA – CRM, a profissão terá amparo legal, melhorando assim salários, fazendo com quê a profissão seja mais valorizada.

É muito importante os profissionais de TI se aperfeiçoarem sempre, com cursos e principalmente certificações na área escolhida. Um profissional certificado e inovador é mais cotado que outro com nível superior, além é claro, tem maiores chances de emprego.

Veja essa matéria exibida no Jornal Nacional sobre a carência de profissionais de TI.

 


Empregos no Google

O Google anunciou que vai aumentar o número de empregados no Brasil e no mundo. Informações divulgadas, ontem, pela empresa, que mantém cerca de 250 postos de trabalho no país dão conta de que haverá expansão de 25% desse contingente. Até dezembro, serão abertas 60 vagas. Segundo o vice-presidente do Google para a América Latina, Alexandre Hohagen, as contratações serão feitas, principalmente, entre recém-formados, abrangendo as áreas de engenharia, negócios, publicidade e vendas. O crescimento da corporação em terras brasileiras faz parte de uma estratégia mundial. Serão contratados 6 mil profissionais no planeta, de acordo com informações da direção do Google. Informações sobre os processos seletivos da companhia podem ser obtidas no site http://www.google.com.br/intl/en/jobs/index.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Brasil se prepara para feira do livro

Presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim se reuniu com representantes do evento, visto como “Copa do Mundo para o mercado do livro”

Galeno Amorim assumiu presidência de fundação há apenas nove semanas e trabalha duro para organizar a participação brasileira na Alemanha

 

Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, nunca esteve na Feira do Livro de Frankfurt, que em 2013 terá o Brasil como país convidado. Há nove semanas, ao assumir a instituição, a cargo da qual ficou concentrado o planejamento da participação nacional, o evento passou a ser uma de suas prioridades. "2013 está logo ali", brinca o jornalista e escritor, que trabalha também para ver realizados projetos como o do livro popular, a livraria popular e a biblioteca digital pública.

Na terça e quinta passadas, ele se reuniu com organizadores de Frankfurt, a quem informou que em 60 dias as diretrizes estarão traçadas. Na quarta, falou à reportagem. Contou que o País deve levar "quantidade expressiva" de autores à Alemanha em 2013 e que a FBN abrirá edital para traduções para o inglês e o alemão. Lembrou que para o mercado do livro a ocasião é equivalente a uma Copa do Mundo. Evitou comentar o pedido de demissão do secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura, José Castilho Marques Neto, mas não deixou de defender a concentração das políticas para a área na FBN.

Como está o planejamento para a presença brasileira em Frankfurt em 2013?
O diretor da Feira, Juergen Boos, fez a primeira visita, para ajustarmos nossas expectativas e sinalizar quanto o Frankfurt está animado. O Brasil é o segundo país na história da feira a ser homenageado pela segunda vez (a primeira, em 1994). Até então, a Índia era o único.

O que já está sendo realizado?
Já fizemos reuniões com diversas áreas, de ministérios, do Itamaraty, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, de setores do Ministério da Cultura. A ideia é ter alguns comitês dentro de um grande comitê. Um do MinC, outro com caráter interministerial, um com o mercado, outro do terceiro setor, com o Instituto Goethe, Itaú Cultural.

Como tirar proveito da experiência de países já homenageados?
Temos material da participação de vários países, e vamos analisar quais foram os pontos fortes e fracos de cada um, procurando aprender. Vamos ter uma conversa imediata com a Argentina, que foi o último país convidado.

Em 2010, falou-se que a Argentina deu caráter político ao seu estande, com uma foto da presidente Cristina Kirchner.
Não vou comentar, mas trabalharemos para termos uma presença equilibrada, mostrando aquilo que precisa ser mostrado.

Como o Brasil pode se beneficiar da homenagem?
O ponto de partida é a presença intensa da literatura brasileira em Frankfurt, a divulgação da cultura nacional e da imagem institucional do Brasil. A Feira é o grande momento do livro no mundo, e vem ao encontro dos interessantes do Brasil, não só na área cultural. A literatura nacional tem crescido, mas pode ocupar mais espaço no exterior. Temos uma quantidade de autores importantes sendo traduzidos. A ideia é aproveitar ao máximo essa oportunidade.

Como têm sido as conversas com as editoras?
Elas entendem que é uma grande oportunidade de ampliar o número de direitos de tradução de seus títulos no exterior. Elas vão muito para comprar em Frankfurt, mas cada vez mais tem se intensificado a quantidade de títulos brasileiros negociados.

Que programação já existe?
A ideia é termos um calendário de atividades que comece em 2011, dentro do Brasil, para chamar a atenção dos vários atores. Na Bienal do Rio, teremos reuniões com os interessados a participar de 2013 e com organizadores de Frankfurt, que virão. Estamos convidando os que participaram da organização em 1994, até funcionários aposentados. É importante refletir sobre pontos positivos e negativos de 94.

Assim como esse planejamento, as políticas para livro e leitura estão concentradas na FBN, o que motivou o pedido de demissão de José Castilho Marques Neto. Isso é mesmo benéfico?
Não vou entrar na questão das críticas. É importante otimizar esforços, evitar sombreamentos, eventuais desperdícios de quando há mais de um fazendo a mesma coisa.

Roberta Pennafort
Da Agência Estado

Fonte: A tribuna

A cognição em Ciência da Informação

Comunicado aos pesquisadores da Ciência da Informação.

A Revista Encontros Bibli publicará no primeiro semestre de 2012 número especial relativo a “*A Cognição em Ciência da Informação:* relação entre Psicologia Cognitiva, Cognição, Ciência da Informação. Paradigma Cognitivo na CI”.

A ciência da informação, assim como os demais campos do conhecimento, precisa incorporar aos processos de formação novas abordagens que permitam o aprimoramento do diálogo entre os sujeitos que interagem com os sistemas de

informação, principalmente no que diz respeito aos profissionais da informação e os usuários. Seu objetivo principal é incentivar estudos que promovam conexões entre os sistemas de informação e sujeitos na busca da informação. Para efetuar essa função, a ciência da informação dialoga necessariamente com as áreas do conhecimento que visam a estudos relativos à comunicação humana de modo geral, especificamente organização, representação e uso da informação.

Assim, a Revista Encontros Bibli pretende, com o número especial, mostrar a produção científica que contemple a interrelação entre Cognição e Ciência da Informação. Além disso, busca-se também incentivar um maior número de estudos que contemplem o conjunto de conhecimentos e seus avanços.
As contribuições serão recebidas no período de *01 Setembro a 15 de Dezembro 2011* e deverão ser enviadas para os e-mails abaixo.

Aguardamos a sua colaboração para o avanço da CI.

*Dulce Amélia de Brito Neves* participante do grupo BIBLIOS

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Karl Lagerfeld deve lançar perfume inspirado no cheiro de livros

O diretor criativo da Chanel é aficionado em livros – colecionando mais de 300 mil em sua biblioteca – e essa memória olfativa pode virar item de beleza




Na irreversível era digital, Karl Lagerfeld parece ter encontrado uma saída para lembrar-se do indefectível cheiro de livros: criar um perfume inspirado no papel impresso. A revista alemã Focus noticiou na última semana que o estilista está por trás do perfume batizado de Paper Passion, ainda sem data de lançamento.

 O viés book-holic de Karl deve transformar-se na essência em parceria com a perfumista alemã Geza Schon e a editora Steidl, responsável pela publicação de seus livros de fotografia. A obra de beleza deve chegar embalada em um livro de capa dura, no qual as folhas serão recortadas para acomodar o frasco.


Fonte: Revista Criativa

Biblioteca Nacional de Portugal online

No próximo dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do Livro e dos direitos de autor. Esta data instituída pela UNESCO desde 1996, é coincidente com o dia de São Jorge, mas esta coincidência não foi por acaso. A data foi escolhida para manter e honrar uma tradição catalã, segundo a qual, neste dia os cavalheiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e em troca recebem um livro. Existem ainda outras justificações para ser comemorado neste dia, nomeadamente a morte do autor da obra-prima que tem como personagens D. Quixote e Sancho Pança - Miguel Cervantes.

Esta semana propomos uma visita ao sítio da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), um espaço riquíssimo e cheio de conteúdos extraordinários que vale bem a pena ser explorado.

Ao digitarmos o endereço http://www.bnportugal.pt/ somos agraciados com um manancial de recursos que ocupariam páginas e páginas para descrever as preciosidades aí contidas. Assim, iremos somente destacar algumas que consideramos serem as mais relevantes.

Logo na página inicial somos presenteados com sugestões de exposições e mostras temáticas, as últimas aquisições e ainda algumas notícias relacionadas com a biblioteca. Caso pretenda saber se alguma publicação existe no acervo nacional basta clicar em “catálogos”. Aí facilmente através de 4 motores de busca consegue obter informações específicas sobre as suas investigações.

Em “Biblioteca Digital”, dispõe dos mais variados recursos bibliográficos em formato digital. Pode por exemplo aceder aos sermões do Padre António Vieira, numa publicação de 1682, bem como a uma edição de 1572 dos Lusíadas, completamente digitalizadas e que podem ser consultadas em pleno.

Em “livraria online”, pode adquirir através do seu computador toda as publicações da BNP, desde bibliografias, catálogos, estudos e outros textos notáveis. Por último em “aquisições”, acede à lista completa das aquisições recentes, selecionadas pela sua raridade ou caráter único.

Pensamos que é evidente que este sítio é tão rico e profundo que merece uma atenção redobrada por todos aqueles que têm no livro um bom e fiel companheiro. Claramente este espaço merece estar nos nossos favoritos e ser consultado com regularidade, dado que as atualizações são constantes.

Fernando Cassola Marques

Fonte: Agência Ecclesia

A bíblia do século XXI

A tecnologia está mudando a forma de ler o livro sagrado; agora é possível interagir com o conteúdo
Por: Keila Cândido
Nem mesmo a Bíblia ficou de fora das transformações da tecnologia. O livro mais vendido no mundo agora pode ser lido de uma forma diferente. Para quem gosta das passagens bíblicas, é possível conhecer os lugares por onde Jesus passou, visitar Mosteiros, passear pelas ruas Jerusalém. A Bíblia Glow, lançada em formato digital e interativo, conquistou 65 mil usuários nos EUA, desde o lançamento setembro de 2009, e uma média de mil instalações por dia. O lançamento no Brasil, em agosto do ano passado, teve 8 mil unidades vendidas.
De forma interativa, o livro sagrado pode ser visto com 2.400 imagens (que inclui obras de arte sacra e imagens de satélite tiradas dos locais mencionados), vídeos e documentários em alta resolução, além de animações históricas, mapas com zoom e passeios virtuais de 360 graus em lugares sagrados. Entre as possibilidades de interatividade está o plano de leitura, que permite organizar marcações e comentários que fizer nos trechos que achar interessante. Todas as alterações feitas são registradas no sistema e compartilhadas em todas as mídias em que o usuário estiver cadastrado. 


Por enquanto, no Brasil, o consumidor pode ter acesso ao conteúdo bíblico interativo da Glow instalando o programa (compactado em três CD’s) em até três computadores. O software é vendido por R$119,00, na versão traduzida pela Sociedade Bíblica Brasileira, e R$139,00, na versão Pentecostal publicada pela CPAD. Nos EUA, o usuário consegue comprar o software pela internet e fazer o download também no iPad, iPhone e Mac.
Depois do lançamento da Bíblia interativa Glow no ano passado, a editora lica Brasil irá lançar em maio uma versão para e-book e, em junho, o Novo Testamento em formato MP3: Evangelhos e Atos; Cartas a Apocalipse, além do volume Jô, Salmos e Provérbios. O livro bíblico foi traduzido pela Nova Versão Internacional (NVI), versão mais próxima aos escritos bíblicos originais. O texto é recitado por um pastor e embalado por músicas tocadas no decorrer da narração.
Para quem gosta de estudar a Bíblia, há no mercado a Biblioteca Digital da Bíblia, publicada pela Biblioteca Digital Libronix. O conteúdo vem em um CD que deve ser instalado. O sistema permite expandir o acervo da biblioteca digital acrescentando outros conteúdos publicados pela editora e adicionar novos recursos e ferramentas. 


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Da biblioteca direto para o Kindle

Por sorte, a Amazon parece não ter esquecido qual é o foco principal do Kindle: ler livros. A companhia anunciou nessa semana que, ainda nesse ano, os donos de aparelhos Kindle terão como pegar livros de bibliotecas americanas emprestados. E o mais bacana é que o livro vai direto para o e-book reader, de acordo com informações do jornal USA Today.

Assim que a tecnologia para esse serviço estiver pronta, o sujeito poderá dar uma passadinha em alguma biblioteca dos Estados Unidos à procura de um título. Ao encontrá-lo, o Kindle receberá automaticamente aquela leitura, como se fosse um download convencional. Ao fim do prazo do empréstimo, o livro desaparece do Kindle sem maiores problemas.

A estratégia por trás dessa decisão é instigar as pessoas a comprarem os livros mais legais que estão nas bibliotecas. Se eu pego um livro emprestado e faço anotações nele, as anotações ficarão armazenadas no Kindle. Caso eu compre esse livro definitivamente, lá estarão as anotações intocadas.
                              

Amazon está trabalhando junto com a empresa OverDrive num sistema de DRM que permita oferecer esse recurso sem correr o risco das anotações vazarem quando o livro for “devolvido” para a biblioteca. Sim, continuamos reféns do DRM, mas nesse caso a sua implementação até que me parece bastante razoável.

Enquanto isso, em Cupertino, a Apple continua recursos mais inteligentes para a leitura de livros no iPad. Mas talvez esse não seja o grande foco do tablet, não é mesmo?

Fonte: Tecnoblog

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aplle no Brasil: Mercadante anuncia fabrificação local para novembro

Ana Paula Lobo*
12/04/2011

Mais um porta-voz não oficial da Apple anuncia o processo fabril da empresa no Brasil. Dessa vez, a informação veio do ministro da Ciência e Tecnologia, Alozio Mercadante, que está na China com a presidenta Dilma Rousseff e manteve audiência com os executivos da Foxconn, responsável pela fabricação mundial do iPad, o tablet da Apple.
De acordo com Mercadante, a manufatura começaria em novembro. "Tem que ser detalhado agora as condições (em que se dará a produção do iPad), onde que vai ser, logística", disse ele aos jornalistas que acomapanham a comitiva. O assunto, segundo ainda o ministro, está sendo estudado por um grupo de trabalho que envolve os ministérios da Fazenda, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O x da questão é que, apesar dos diferentes porta-vozes, a maior interessada, a Apple, mantém um silêncio incomum diante de tantos rumores e oficialmente não se declarou sobre a intenção real ou não de produzir no Brasil.
Ainda nesta terça-feira, a presidenta Dilma Rousseff anunciou também um projeto de investimento na área de tecnologia da informação no Brasil pela Foxconn de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 18,9 bilhões) em seis anos. O investimento seria para a instalação da produção de telas usadas em equipamentos como celulares de terceira geração e iPads.
Dando mais detalhes sobre o projeto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, disse que o investimento vai gerar 100 mil empregos, entre eles para 20 mil engenheiros. Além disso, a Foxconn, que ainda não escolheu local para o investimento no Brasil, construiria uma " cidade do futuro" para 400 mil pessoas, onde seria instalada a fábrica.
"Precisa de fibra ótica, infraestrutura, banda larga. É algo extremamente sofisticado", disse Mercadante, listando parte do que o governo ainda precisaria fazer. Ele destacou ainda que o acordo para o investimento inclui pontos fundamentais para o governo como transferência de tecnologia e sócio brasileiro (o que ainda não foi definido). Este sócio entraria com parte dos recursos, mas, segundo o ministro, a Foxconn está disposta a investir "pesado".
O volume de investimento prometido pela Foxconn, que seria distribuído ao longo de um período, equivale a quase o total de investimentos da China no Brasil em todo o ano de 2010, quando o país, segundo levantamento da entidade americana Heritage Foundation, que acompanha o destino final dos investimentos chineses, recebeu cerca de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) de investidores diretos vindos da China.

Fonte: UOL notícias

Tecnologia e conhecimento: a migração dos acervos para a web

 Por Carolina Octaviano

O surgimento da rede mundial de computadores e o desenvolvimento tecnológico que se deu, principalmente, a partir da década de 1990, proporcionaram uma maior agilidade e facilidade de comunicação e de se obter informações, revolucionando não somente o modo de se comunicar, mas também de buscar o conhecimento. E foi nesse cenário que as bibliotecas e as obras raras migraram para o formato digital. Se, num passado distante, o conhecimento era restrito, centralizado e focalizado em determinados grupos sociais, hoje, o que ocorre é justamente o acesso ampliado para um público cada vez maior.
“Com a intensificação do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na área de ciência da informação, a partir dos anos 80, e com a abertura da rede internet na década de 90, as bibliotecas passaram a considerar, sob uma nova ótica, a questão da manutenção dos seus acervos e do acesso à informação, agora via web”, explica Rosaly Fávero Krzyzanowski, bibliotecária, especialista em ciência da informação na área de saúde e coordenadora da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no artigo “Bibliotecas e portais de conteúdos científicos, tecnológicos e culturais – recursos para ampliar a visibilidade da informação na web”, publicado na revista Ciência & Ambiente (nº 40, 2010).
Ainda segundo Krzyzanowski, “A passagem dos textos dos livros, periódicos, jornais – entre outros documentos – para a tela do computador rompe as estruturas do texto escrito e gera profunda transformação na materialidade desses. É a passagem do texto em suporte papel para o suporte eletrônico, que oferece novas possibilidades para o registro e uso da informação”.
Luiz Atílio Vicentini, coordenador do Sistema de Bibliotecas e da Biblioteca Central (César Lattes) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considera importante o processo de digitalização de obras de difícil acesso como forma de conservação dessas obras e de ampliação do conhecimento: “essas iniciativas vêm de encontro à democratização do acesso ao conhecimento, pois estamos diante de uma sociedade que ‘consome’ constantemente mais e mais informações”, afirma. Ângela Monteiro, coordenadora da Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional, (FBN), confirma essa preocupação em democratizar o conhecimento e também em preservar essas obras que antes eram de acesso restrito. “Além de facilitar e democratizar o acesso, a digitalização também contribui para a preservação física da obra, na medida em que evita o manuseio, e para a preservação do conteúdo informacional na medida em que o difunde e o dissemina”.
De acordo com Vicentini, o que dificulta o processo de transformação para o formato digital das obras raras é justamente a complexidade da conversão, se comparada a uma obra impressa atual, pelas características de formato e impressão que elas apresentam, que demanda um trabalho específico e mais demorado. Ele lembra os altos custos da criação de uma infraestrutura que permita o trabalho de digitalização de obras raras. Além disso, até pouco tempo não havia empresas privadas, órgãos de fomento e bancos que financiassem a instalação de laboratórios de digitalização nas instituições. Apesar desses percalços, ele acredita que o Brasil não esteja atrasado nesse processo, que tem como pioneiros a França e os Estados Unidos. Marta Valentim, doutora em ciências da comunicação pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), não concorda com Vicentini, para ela o Brasil está sim atrasado em relação ao cenário internacional , e bastante, e diz que países como Alemanha, Canadá, Estados Unidos e Inglaterra estão à frente. Na opinião de Valentim isso se deve ao alto custo que a digitalização desse tipo de obra envolve. “Essa situação está diretamente relacionada a recursos financeiros, é caro digitalizar e preservar obras raras, exige a aplicação de tecnologias de informação e comunicação próprias para isso, bem como pessoal especializado  para trabalhar com esse material”.
Valentim explica a complexidade e os processos aos quais as obras exclusivas e raras – que requerem inúmeros cuidados – devem ser submetidas, no processo de digitalização e preservação, em cada uma das etapas: “é necessário pensar na matriz da obra que será preservada, bem como na armazenagem dela, o que requer equipamento e estrutura tecnológica específicas para esse fim. É importante também definir o formato em que a obra será armazenada e acessada. Outro fator a ser pensado é relativo à resolução da obra digitalizada (o máximo de qualidade possível), e na resolução para acesso, que deve ser compatível com a capacidade de o usuário final ter uma imagem de qualidade quando capturar o elemento da internet. Porém, esse download tem que ser, ao mesmo tempo, rápido. É também necessária, mas aí, por parte dos usuários, a utilização de softwares para a captura, vizualização, navegação, impressão, etc”.
Para Vicentini, nem mesmo os desafios enfrentados pela tecnologia da digitalização diante da fragilidade e antiguidade de algumas obras raras, cuja manutenção física é cercada de cuidados, devem ser vistos como um empecilho para a mudança do impresso para o digital. “Eu diria que a digitalização está a favor da preservação dessas obras, pois existem equipamentos apropriados para esse processo, mesmo para esse tipo de documento”, mas o coordenador das bibliotecas da Unicamp ressalta que o que precisa ser feito com certa antecedência é a restauração de obras raras, antes de digitalizar. Essa “restauração tem crescido nacionalmente, pois já existe apoio financeiro para esse tipo de trabalho”, confirma o pesquisador.
Embora o processo de digitalização pareça consolidado, como saída para conservação do acervo das bibliotecas e, principalmente, das obras que tenham valor especial, seja pela especificidade de sua concepção, seja por sua antiguidade – além de ser o melhor meio de garantir o acesso do público geral a esses acervos –, ainda há poucos projetos no Brasil. Entre eles, Vicentini cita o projeto da Biblioteca Nacional, que participa do projeto de construção da Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library), coordenado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e disponibiliza raridades como a Bíblia Mogúncia (uma das obras impressas mais antigas do mundo), gravuras de Debret, a Carta de Abertura dos Portos, mapas antigos, as ilustrações do Livro de horas, entre outras, que podem ser acessadas neste link. Há oito anos, a Biblioteca Nacional iniciou o processo de digitalização dessas obras raras, exclusivas e de acesso difícil ou restrito e já conta com um número bastante expressivo de títulos digitalizados, conforme comenta Monteiro. “ A BN vem digitalizando seu acervo através de projetos temáticos desde 2003. A partir de 2006 foi criada a BNDigital e esta digitalização
passou a ser feita de forma sistemática. já foram digitalizados 23.000 itens (ou títulos)”.
Vicentini lembra ainda da importância da Brasiliana Guita e José Mindlin instalada em um novo prédio dentro da Universidade de São Paulo (USP). A biblioteca está digitalizando a coleção de obras raras doada pelo bibliófilo José Mindlin e se estruturando para digitalizar outros acervos raros e de domínio público. “ A quantidade de obras raras que já passaram por esse processo até o momento não é o mais importante. O que deve ser levado em consideração é que os projetos citados, anteriormente, são projetos de digitalização de obras raras consistentes, bem estruturados e ao longo dos próximos anos teremos acervos digitalizados no Brasil de grande relevância em âmbito mundial”, diz Vicentini.
A relevância das bibliotecas digitais de teses e dissertações
Assim como os acervos de obras de difícil acesso são importantes para difundir o conhecimento, as bibliotecas digitais que disponibilizam teses e dissertações também têm um papel primordial na difusão da informação, tanto para a comunidade científica e acadêmica, quanto para a sociedade em geral. Entre os principais exemplos, pode-se citar: a Biblioteca Digital da Unicamp, devendo ressaltar ainda o projeto Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que possibilita a integração dos dados de todas as teses digitalizadas nas instituições participantes do mesmo e que conta atualmente com 97 instituições participantes e mais de 157 mil teses indexadas.
Sobre a Biblioteca da Unicamp, criada em 2011, Vicentini afirma: “uma universidade como a Unicamp tem um perfil de desenvolvimento de novos conhecimentos e de inovação, muito desse conhecimento vem sendo registrado nas dissertações de mestrado e teses de doutorado ao longo dos mais de 40 anos de vida da universidade. O acesso às dissertações e teses, mesmo tendo essas obras armazenadas nas 27 bibliotecas da universidade, tinham acesso restrito, ou seja, a consulta só poderia ser feita localmente nas bibliotecas”.
Em contrapartida, nos últimos anos, tem crescido mundialmente o movimento em prol do open access (ou acesso aberto), fazendo com que universidades de todo o mundo começassem a disponibilizar as teses e dissertações de seus pesquisadores. “Diante desse movimento mundial, a maioria das universidades brasileiras também começou a digitalizar as suas teses. Todo esse trabalho possibilita que o acesso ao conhecimento registrado nas dissertações e teses antes com acesso ‘restrito’ passasse a ter uma maior difusão. O número de downloads nas teses da Unicamp demonstra isso, estamos próximos dos 7 milhões de downloads realizados”, diz o coordenador da Biblioteca da Unicamp.
Para acessar as teses e dissertações presentes na Biblioteca Digital da Unicamp e fazer download das mesmas é preciso ter um cadastro como usuário. Há um banco de dados da Biblioteca Digital dessa universidade que registra todos os downloads de teses e dissertações. Esses dados revelam que pessoas de mais de 70 países procuram por elas. “Atualmente temos mais de 785 mil usuários cadastrados do mundo todo. O perfil desses usuários é o mais variado possível, temos desde particulares a pessoas de instituições de renome. Do total de usuários cadastrados até a presente data temos: 751 mil do Brasil, 15 mil de Portugal, 3 mil dos Estados Unidos, mil da Argentina e mil do México. Se olharmos o número de downloads realizados, temos: 5 milhões do Brasil, 59 mil de Portugal, 20 mil dos Estados Unidos, 8 mil do México e 7 mil da Argentina”, revela Vicentini.
Scientific Electronic Library Online (SciELO), um modelo
SciELO é uma biblioteca científica eletrônica criada, em 1997, pela Bireme, Organização Panamericana de Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria e com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), buscando a renovação do processo de comunicação científica tradicional, pois integra a função de publicação com a manutenção e a preservação de coletâneas de periódicos e o controle bibliográfico. O modelo apresentado pelo SciELO foi desenvolvido para contemplar as necessidades da comunicação científica, tendo início no Brasil e, atualmente, presente em países em desenvolvimento (América Latina e Caribe), tornando-se uma solução para garantir o acesso gratuito e universal à literatura científica dos países que fazem parte do projeto. Nela estão disponíveis também procedimentos integrados que possibilitam medir o uso e o impacto dos periódicos indexados. Desde 2002, esse modelo tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e integrou-se às bases de dados bibliográficas Medline e Lilacs, ao serviço de busca do PubMed – da National Library of Medicine –, e à base de currículos da Plataforma Lattes, gerenciados pelo CNPq.

Fonte: Revista Eletrônica de Jornalismo Científico

terça-feira, 19 de abril de 2011

Defesa de dissertação de Fernanda Pereira

O Grupo MHTX têm o prazer de convidálo (a), a assitir a defesa de dissertação de mestrado intitulada:

"AVALIAÇÃO DE USABILIDADE EM BIBLIOTECAS DIGITAIS"

Aluna: Fernanda Pereira

 



Data: 27 de abril de 2011, às 14:00 horas
Local:sala 1000 – ECI/UFMG.
Comissão Examinadora:
- Profa. Dra. Gercina Ângela Borém de Oliveira Lima - ECI/UFMG (orientadora)
- Profa. Dra. Raquel Oliveira Prates - ICEX/UFMG
- Profa. Dra. Adriana Bogliolo Sirihal Duarte - ECI/UFMG
- Profa. Dra. Beatriz Valadares Cendón - ECI/UFMG (suplente)



 
 

Defesa de dissertação de Eliana Antônia Demarques

O Grupo MHTX têm o prazer de convidálo (a), a assitir a defesa de dissertação de mestrado intitulada:

"COMPATIBILIZAÇÃO SEMÂNTICA DE VOCABULÁRIO UTILIZANDO ONTOLOGIA: PROPOSTA DE INOVAÇÃO NO MHTX - MODELO HIPERTEXTUAL PARA ORGANIZAÇÃO DE DOCUMENTOS"

Aluna: Eliana Antônia Demarques



Data: 26 de abril de 2011, às 14:30 horas
Local: sala 1000 – ECI/UFMG.
Comissão Examinadora:
- Profa. Dra. Gercina Ângela Borém de Oliveira Lima - ECI/UFMG (orientadora)
- Prof. Dr. Vicente Aguimar Parreiras - CEFET/MG
- Prof. Dr. Maurício Barcellos Almeida - ECI/UFMG
- Profa. Dra. Lídia Alvarenga - ECI/UFMG (suplente)


Brasil apresenta elevação em ranking de TI

Os investimentos recentes feitos na área de tecnologia da informação (TI) por parte do governo federal e as projeções de crescimento de 13,1% de aportes no setor, equivalente a US$ 39 bilhões, neste ano, foram os principais fatores que promoveram a elevação de cinco posições do Brasil no ranking do Relatório Global de Tecnologia da Informação 2010-11, divulgado no World Economic Fórum, em Nova York (EUA). Na América Latina, segundo a consultoria Gartner, a soma dos investimentos em TI das empresas na América Latina atingirá US$ 296 bilhões em 2011, cifra que deve crescer 27,7% até 2015, quando deve totalizar US$ 378 bilhões. Conforme a consultoria, o Brasil terá pela maior parcela do montante total, uma vez que conta com a organização de megaeventos como a Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016.
Para Roberto Mayer, vice-presidente nacional de Relações Públicas da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), as projeções do estudo americano retratam de maneira fiel a realidade do empresariado brasileiro. "É um panorama bem próximo ao que as empresas atuam. Apesar de existirem alguns gargalos, como questões voltadas à tributação e marco regulatório, o País vive um momento de crescimento recorde neste ano e pode ser exponencial nos próximos", diz.
No relatório, o País subiu cinco lugares e figura na 56ª colocação no ranking, entre 138 posições. A Suécia (1ª) e a Cingapura (2ª) continuam nos primeiros lugares. Os países nórdicos e Tigres Asiáticos confirmam sua liderança na adoção e implementação de avanços na área de TI para sustentar o crescimento e desenvolvimento. A Finlândia pula para o terceiro lugar, enquanto a Suíça e os Estados Unidos estão inalterados em 4º e 5º lugares. O 10º aniversário do relatório analisa o potencial da TI para transformar a sociedade na próxima década por meio da modernização e inovação. O setor empresarial inovador do País lidera o ranking de TI no Brasil. Os investimentos no setor como item presente na agenda governamental de desenvolvimento e crescimento também favoreceram a ascensão. Apesar do pequeno avanço brasileiro, o desenvolvimento e inovação da TI e os avanços do setor privado em geral ainda sofrem com a baixa qualidade do ambiente do mercado e do marco regulatório. O preparo da população brasileira para adotar a TI também está abaixo do esperado. "Às vezes nos esquecemos de valorizar os nossos indicadores positivos. O Brasil é muito pródigo em soluções voltadas para eleições e aplicações de softwares na Receita Federal, por exemplo. O nordeste tem apresentado crescimento interessante em TI, na parte de logística e infraestrutura. Temos que trabalhar em conjunto com o setor público e a sociedade de maneira colaborativa para alcançar novos patamares de crescimento", explica Geraldo Trigueiro, diretor sênior de vendas para o setor público da Oracle do Brasil.
A empresa, presidida por Cyro Diehl, organiza amanhã o 1º Fórum de Governo, em Brasília (IDF), sobre soluções para a gestão pública. A empresa pretende discutir os desafios que as instituições do governo enfrentarão nesta década. A empresa vem realizando este trabalho junto à 1.500 organizações governamentais no mundo. Com a inclusão de um número recorde de 138 economias, o relatório é um dos mais importantes em avaliação internacional do impacto de TI no desenvolvimento e competitividade das nações. A edição do 10º aniversário do relatório adota o tema de Transformações 2.0 para explorar as transformações futuras da TI e o impacto nas pessoas, empresas e governos nos próximos anos. Desde o primeiro relatório, o volume de informações na sociedade digital cresceu de maneira surpreendente.

Impacto:
Para medir o impacto da tecnologia da informação e essa revolução de dados, o relatório acompanha o lançamento de uma plataforma para compartilhar informações e oferecer ferramentas para explorar o impacto da tecnologia de informação em várias áreas socioeconômicas. "A TI e, especialmente, a internet mudaram o mundo e as nossas vidas devem passar por transformações ainda mais rápidas no futuro", afirmou Soumitra Dutta, professor da Roland Berger de Negócios e Tecnologia da empresa Insead, e editor conjunto do relatório. "No início dessa segunda década do Relatório Global de Tecnologia da Informação a nossa intenção é de continuar informando legisladores e líderes dos setores público e privado por meio de uma base de referência e ferramenta única, abordando os desafios e oportunidades das transformações 2.0", concluiu.
"A inovação e a TI são fatores importantes para o crescimento no longo prazo que oferecem incontáveis benefícios econômicos e sociais e a capacidade de melhorar a vida de todos", afirmou Alan Marcus, diretor sênior e chefe de Tecnologia de Comunicação e Informação do World Economic Forum. "Os países estão integrando novas tecnologias e aproveitando da revolução de dados em suas estratégias de crescimento, criando plataformas para economias competitivas e robustas no futuro", acrescentou.
O Índice de Tecnologia da Informação (ITI) é baseado em dados no domínio público, de instituições e profissionais do setor de viagens e turismo e nos resultados da Pesquisa de Opinião de Executivos, uma pesquisa anual de grande alcance desenvolvida pelo World Economic Forum, em conjunto com seus institutos parceiros (principais institutos de pesquisa e organizações comerciais) nos países analisados no relatório. A pesquisa entrevistou mais de 15 mil executivos e produz dados inéditos a respeito de vários aspectos qualitativos para avaliar o preparo tecnológico de cada nação.
O ranking TI e acompanhado por contribuições de acadêmicos e profissionais explorando as transformações 2.0, a economia emergente da Internet, as comunidades nascendo em volta das vias digitais, o impacto da TI na redução de pobreza, a localização 2.0, o potencial de serviços bancários móveis no mundo emergente, entre outros assuntos.

Fonte: DCI - Diário do comércio, indústria e serviços

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nova NBR sobre elaboração de trabalhos acadêmicos

No dia 17/04/2011 entrou em vigor a terceira edição da NBR 14724 que disciplina a elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Publicada pela ABNT em 17.03.2011, esta norma foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de Documentação e Informação e pela Comissão de Estudos de Documentação. O projeto foi submetido à Consulta Pública Nacional no período de 08.10.2010 a 06.12.2010.

Fonte: http://www.praticadapesquisa.com.br/

sábado, 16 de abril de 2011

Trabalhos científicos e acadêmicos no 2º Congresso Internacional do Livro Digital 2011

O 2º Congresso Internacional do Livro Digital – promovido pela Câmara Brasileira do Livro, CBL, que será realizado dias 26 e 27 de julho de 2011, em São Paulo  promoverá uma importante sessão de trabalhos científicos e acadêmicos. O objetivo é estimular a divulgação de pesquisas e trabalhos empíricos ou conceituais e inéditos sobre os temas: Novos Modelos de Negócios relacionados aos livros digitais; Aspectos de usabilidade de leitores digitais (e-readers); Bibliotecas Digitais; Aspectos educacionais dos livros digitais; Direitos autorais e Copyright; Marketing do livro digital; Redes sociais e livros digitais; O novo papel do editor; e outros trabalhos afins. Os autores dos trabalhos aceitos para apresentação na sessão receberão a inscrição para a participação no congresso (uma inscrição por trabalho) e terão seus trabalhos publicados no site do evento.
Os dois melhores trabalhos apresentados receberão fast track para publicação na REGE – Revista de Gestão da USP.O trabalho vencedor receberá o prêmio de R$ 1000,00 e o segundo colocado R$ 500 (valores brutos).
Os coordenadores desta sessão do Congresso serão o Professor Cesar Alexandre de Souza (FEA/USP) e Daniel Pinsky (Comissão do Livro Digital/CBL).
O prazo final de envio dos trabalhos é dia 2 de maio de 2011 e o resultado será divulgado dia 2 de julho; a data de apresentação dos trabalhos será comunicada aos vencedores neste mesmo dia. Os trabalhos devem ser enviados para os seguintes e.mails calesou@usp.br com cópia para digital@cbl.org.br, em arquivo do MS-Word (2003 ou superior) e atender aos seguintes requisitos de formatação:
- Papel A4 com margens: superior 3 cm, inferior 2 cm, direita 2 cm, esquerda 3 cm.
- Fonte: Times New Roman, tamanho 12; espaçamento simples e parágrafo justificado
- Páginas: mínimo de 8 páginas máximo de 16, incluindo a primeira (apenas título e resumo), tabelas, figuras, referências bibliográficas e notas de final de texto.
- Citações e Referências: normas ABNT

Fonte: Câmara Brasileira do Livro (CBL)

Linguística e terminologia: contribuições para a elaboração de tesauros em ciência da informação

MAIMONE, Giovana Deliberali; TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira. Linguística e terminologia: contribuições para a elaboração de tesauros em ciência da informação. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, abr. 2011. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/abr11/Art_05.htm>. Acesso em: 13 abr. 2011.

Resumo
Apresentam-se as contribuições teórico-metodológicos das Ciências da Terminologia e da Linguística no que dizem respeito ao auxílio do trabalho documentário realizado pelos profissionais da informação. Abordam-se prioritariamente as contribuições de Ferdinand de Saussure e as Normas terminológicas com o intuito de expor a importância da intersecção destas “disciplinas” para o sub domínio da Ciência da Informação denominado Linguística Documentária, que trabalha com a elaboração de linguagens documentárias, mais especificamente tesauros.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Biblioteca universitária lança site e utiliza mídias sociais para incentivar a preservação do acervo

Com o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica sobre a necessidade do uso correto do acervo das bibliotecas, a Biblioteca Universitária criou um site para difundir a campanha Preservação do Acervo.
Os usuários podem acessar informações a respeito das atitudes que devem ser evitadas, avaliar seu conhecimento em um quiz sobre o manuseio dos materiais retirados das bibliotecas e ainda conhecer as peças da campanha atual e das anteriores.
Além da criação do site, durante todo o mês mensagens com informações sobre procedimentos a serem adotados pelos usuários serão enviadas através do Twitter e do Flickr, onde foi criada galeria de fotos de obras danificadas pelo uso indevido.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ABEHTE

Você conhece a ABEHTE?

A Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE) foi fundada em outubro de 2007 por ocasião do II Encontro Nacional sobre Hipertexto que foi realizado na Universidade Federal do Ceará, na cidade de Fortaleza.

O objetivo desta Associação é congregar pesquisadores interessados em promover, desenvolver e divulgar os estudos de hipertexto e as aplicações das tecnologias digitais na aprendizagem de conteúdos diversos no Brasil.



Conheça mais desta associção através do site http://www.abehte.org/index.html

Notícias do ENANCIB

A Comissão Organizadora do XII ENANCIB, coordenada pelo prof. Jorge Fernandes, da UnB, já estabeleceu uma programação preliminar para o evento.

O período será de 23 (abertura) a 26 de outubro, em Brasília, com o tema Políticas de informação para a sociedade.

Em breve teremos mais detalhes do evento! Aguardem!

5 º EBAI


O que é o EBAI:

A proposta do congresso EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação é contribuir para o desenvolvimento da Arquitetura de Informação no país promovendo o debate e a troca de informações entre profissionais, pequisadores e professores da área. Para tanto, pretende reunir pesquisadores, docentes, profissionais e estudantes facilitando a divulgação de trabalhos e a troca de experiências entre as comunidades acadêmica e profissional.
No evento serão abordados os fundamentos teóricos, as práticas e as aplicações emergentes da disciplina, visando explorar sinergias e perspectivas multidisciplinares.



Os temas de interesse são:

* Definições de Arquitetura de Informação
* Currículo de Arquitetura de Informação
* Documentação, metodologias e ferramentas
* Folksonomia e sistemas de classificação
* Usabilidade e pesquisa com usuários
* Design de Interação, User Experience e Design Centrado no Usuário
* Mecanismos de busca e SEO
* RIAs (Rich internet applications)
* Comunidades on-line, softwares sociais e colaboração
* Intranets e portais corporativos
* Web 2.0
* Interfaces para dispositivos móveis
* Mercado de trabalho


Você sabe como são selecionados os trabalhos no EBAI? Todos os trabalhos enviados passam por dois processos de avaliação cega:
  • Avaliação de revisores voluntários: revisores voluntários inscritos no site avaliam e comentam os trabalhos.
  • Avaliação do Comitê Científico: um comitê formado por profissionais convidados que combinam vivência acadêmica com profundos conhecimentos do mercado de Arquitetura de Informação também avaliam e comentam os trabalhos.

Este ano o Comitê Científico é formado por:
  • Alan Curcino (Professor da Universidade Federal de Alagoas)
  • Carolina Leslie (Consultora Arquiteta da Informação e Editora do Blog Petitpois)
  • Frederick van Amstel (Cofundador do Instituto Faber-Ludens de Design de Interação e Editor do Blog Usabilidoido)
  • Gil Barros (Consultor em Design de Interação e Desenvolvimento para Internet)
  • Guilhermo Reis (Consultor em Arquitetura de Informação e Usabilidade e Gerente de Usabilidade na Catho Online)
  • Iris Coldbelli (Consultora e Coordenadora de Criação de equipes multidiciplinares em "produtos digitais")
  • Luciana Costa (Professora da Universidade Federal da Paraíba)
  • Mauro Pinheiro (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo)
  • Robson Santos (Consultor em Design e Analista da Try Consultoria e Pesquisa - SP)


Calendário
* Prazo para submissão dos trabalhos: até 17 / julho / 2011
* Avaliação dos trabalhos: 18 / julho / 2011 a 13 / agosto / 2011
* Comunicação para os autores aprovados: 14 a 20 / agosto / 2011
* Divulgação dos trabalhos aprovados: 22 / agosto / 2011
* Data do 4º Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação: 21 e 22  / outubro / 2011


Há também oportunidades para aqueles que se interessam em participar do processo de seleção de trabalho, como voluntários. 
 
O 5º EBAI ocorrerá nos dias 21 e 22 de outubro de 2011. No auditório do CRQ em São Paulo, para maiores informações sobre o evento, e submissão de trabalhos acesse a página http://www.congressoebai.org/  ou  pelo e-mail: contato@congressoebai.org.