terça-feira, 27 de setembro de 2011

Livros indispensáveis para um bom bibliotecário

Lista de algumas obras e seus responsáveis. Ideal para seu acervo pessoal




  • Missão do bibliotecário, Ortega y Gasset
  • Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções…, Simone Weitzel 
  • Introdução ao controle bibliográfico, Bernadete Campello 
  • Ético e deontologia, Francisco das Chagas 
  • Técnicas modernas de preservação e recuperação de acervos bibliográficos Auxiliar de biblioteca, Iza Araujo e Divina Aparecida da Silva 
  • Da Ciência da Informação revisitada aos sistemas de informação, Jaime Robredo
  • Textos avançados em referência e informação, Nice de Figueiredo 
  • Informação Jurídica teoria e prática, Edilenice Passos (ORG) 
  • Introdução às fontes de informação, Bernardete Campello e Paulo da Terra (ORG)
  • Introdução ao Microisis, Cristina Ortega 
  • Organização da informação na web, Ailton Feitosa 
  • Para entender as linguagens documentárias 
  • A prática do serviço de referência, Denis Grogan 
  • Glossário de Biblioteconomia, Arquivologia, Comunicação, Ciência da Informação, Beatriz Alves de Sousa 
  • Os caminhos do trabalho científico, José Carneiro de Miranda e Heloísa Gusmão
  • Conversa sobre normalização de textos acadêmicos, Bernardina Freire 
  • Documentos acadêmicos, Maria Aparecida Caldas et al 
  • Diagnóstico em bibliotecas públicas, Adalberto Rodriguez 
  • Concursos públicos em biblioteconomia: índice bibliográfico, Simone Dib, Neusa Cardim, Maria José Moreira 
  • Planejamento de bibliotecas e serviços de informação, Maria C. Barbosa de Almeida
  • Concursos públicos em biblioteconomia: estudo e prática, Simone Dib, Neusa Cardim, Maria José Moreira 
  • Manual de catalogação, Gioconda Faldini (ORG) 
  • Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia, Murilo Bastos da Cunha 
  • Fontes de informação para pesquisa em direito, Edilenice Passos e Lucivaldo Barros
  • História da biblioteconomia brasileira, César Augusto Castro 
  • A longa viagem da biblioteca dos reis, Lilian Schwarz 
  • Indexação e resumos, Lancaster 
  • Biblioteconomia para concursos, Gustavo Henn (ORG) 
  • A Biblioteca eletrônica, Jennifer Rowley 
  • A Biblioteca digital, Anna Maria Tammaro e Alberto Salarelli 
  • Catalogação de recursos bibliográficos AACR2 em MARC 21, Antonio Memória Ribeiro
  • Princípios de marketing, Kotler 
  • Introdução à teoria geral da Administração, Chiavenato 
Outros livros indicados: 

  • Organização e métodos, Antonio Cury 
  • Introdução à biblioteconomia, Edson Nery da Fonseca 
  • Fontes de informação para pesquisadores, Bernardete Campello 
  • Não brigue com a catalogação, Eliane Serrão Alves Mey

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Entre cientistas do BRIC, brasileiros têm maiores taxas de impacto em publicações nacionais


Em comparação com todos os países da América Latina e do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), os cientistas brasileiros são os que conseguem taxas de impacto mais altas com publicações em revistas nacionais.

A análise foi feita por Félix Moya, pesquisador do Departamento de Dinâmica da Ciência e da Inovação do Instituto de Políticas e Bens Públicos de Granada (Espanha), durante o 2º Seminário de Avaliação do Desempenho dos Periódicos Brasileiros no JCR, realizado na última sexta-feira (16/9), em São Paulo.

O evento foi promovido pelo programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a Fapesp e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).
O objetivo do seminário foi discutir a crescente visibilidade conquistada pela ciência brasileira no Journal Citation Reports (JCR), o mais importante índice internacional de citações. A quantidade de periódicos nacionais indexados no JCR cresceu 43% de 2009 para 2010.

Segundo Moya, além do aumento da presença de publicações científicas editadas no Brasil no cenário internacional, houve uma clara melhora do impacto dessas publicações. Prova disso é que, em relação aos países do BRIC e da América Latina, o cientista do Brasil é o que consegue as mais altas taxas de impacto publicando em revistas nacionais.

“O SciELO tem muito a ver com isso, com toda certeza. Não há nenhum país do mundo que tenha um projeto nacional de acesso aberto a suas publicações como esse. Não é tudo o que tem que ser feito no campo da difusão de ciência no Brasil, mas é um passo muito importante e que não foi feito em outros países”, disse à Agência FAPESP.

O fator de impacto em si, no entanto, não deve ser um fim em si mesmo, de acordo com Moya. “A busca de um melhor impacto é importante à medida que ele pode ser considerado um sintoma da melhora da qualidade da pesquisa. Há uma clara correlação entre o impacto e a excelência da pesquisa. A importância disso, portanto, não se limita ao campo científico: o alto impacto da pesquisa tem grande relevância social”, disse.

As análises, no entanto, precisam ser feitas com cuidado, segundo Moya. De acordo com ele, o que não é verdade para um pesquisador pode ser verdade para um país.

“Se alguém diz que cada trabalho que é publicado em uma revista de alto impacto será um trabalho de excelência, está dizendo algo falso. Mas se alguém diz que se os pesquisadores brasileiros tendem a publicar em revistas de mais impacto haverá uma maior quantidade de trabalhos de excelência, isso é verdade”, afirmou.

Segundo ele, é preferível que os pesquisadores se submetam a processos mais rigorosos e competitivos para publicação dos trabalhos, porque isso é o que garante a qualidade desses trabalhos no conjunto da comunidade científica. Mas, ainda que não sejam as preferidas, as revistas de baixo impacto também têm sua função.

“Só deixarão de publicar nas revistas de menores impactos aqueles que podem publicar nas de alto impacto. Para os outros, é preciso ter outras revistas. Os que são publicados nas revistas de baixo impacto não são necessariamente piores. O mesmo pesquisador pode publicar alternativamente em ambos os tipos de revistas. Esse assunto é muito mal analisado e as conclusões são muito mal tiradas quando se olha para casos individuais. É um assunto que deve ser analisado como um sistema”, afirmou.

O sistema complexo de comunicação da ciência, de acordo com o pesquisador espanhol, tem a capacidade para implantar o conhecimento em distintos níveis de revistas. “Nem os pesquisadores nem as revistas ficam imóveis. O que faz falta é que sejam observadas as tendências que devem seguir pesquisadores e revistas”, disse.

Se para o pesquisador é recomendável buscar as revistas de alto impacto, para as revistas é fundamental desenvolver uma política editorial que incremente a colaboração internacional. Para Moya, os editores devem desenvolver atividades de marketing científico.

“Seria interessante, por exemplo, se os editores das revistas brasileiras enviassem a cada um dos cientistas citados em suas revistas um comunicado sobre a citação. Isso geraria um processo de diálogo, fazendo com que os autores dos trabalhos citados conheçam mais a revista, já que são potenciais colaboradores. Esse tipo de prática de marketing científico melhora a visibilidade internacional dos trabalhos”, apontou.

Segundo Moya, quando a revista tem mais colaborações internacionais, os autores aumentam o espectro da procedência de suas citações. “Creio que por isso foi estabelecida a diferença entre a atividade de editor, que se ocupa do nível científico da revista, e a atividade de publisher, que é um editor profissional, que trata de conseguir, no âmbito da pura comunicação, a maior visibilidade possível para a publicação. Nem todas revistas têm um publisher, mas é um papel central no processo”, disse.

Internacionalização da ciência
Durante o evento, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, destacou o interesse da Fundação em acompanhar o desempenho das revistas brasileiras que angariaram mais interesse internacional e aumentaram sua visibilidade.

“Temos interesse em acompanhar o desempenho e desenvolvimento dessas coleções de revistas para saber que ações poderemos realizar no período subsequente a fim de intensificar esses progressos. Por outro lado, esperamos que o debate ajude a diagnosticar os gargalos e problemas a fim de buscarmos soluções para eles”, disse.
Brito Cruz destacou também a importância da internacionalização da ciência brasileira proporcionada pela consolidação das publicações científicas. De acordo com ele, o progresso da ciência ocorre de forma mais intensa quando há diálogo entre os cientistas de várias partes do mundo.

“Quando medimos o impacto das publicações, queremos avaliar a comunicação. Publicar um artigo científico é um ato de comunicação. É uma forma de comunicar aos outros as descobertas e submetê-las à crítica. Gostaria que a ciência feita no Brasil conversasse mais com o mundo. Quanto mais as pessoas inteligentes daqui dialogarem com gente inteligente no mundo, mais a ciência brasileira irá progredir”, analisou.
De acordo com Abel Packer, coordenador operacional do SciELO, entre 2007 e 2010 houve um crescimento de 17% dos periódicos publicados pelo programa. A média de crescimento, nesse período, foi de 5% ao ano. Por outro lado, a presença brasileira aumentou quatro vezes entre 2007 e 2008 em uma das principais bases de dados internacionais – a Web of Science-ISI (WoS), na qual se fundamenta o JCR.

“O ingresso de mais periódicos brasileiros na WoS e outras bases de dados importantes contribuíram para que o Brasil subisse para a 13ª posição no ranking mundial de produção científica. Nessa produção, contando artigos e revisões, o peso dos periódicos brasileiros é de 33% do total”, disse Packer.

Com 33% o Brasil tem uma porcentagem grande de artigos com fator de impacto publicados em periódicos nacionais em relação a outros países como África do Sul (21%), Índia (17%), China (16%), México (10%) e Espanha (10%).

“No fator de impacto o Brasil não está mal em termos de comparação entre periódicos nacionais. Cerca de 10% dos periódicos têm fator de impacto acima da média em suas respectivas áreas. Nosso desafio é subir para 15% ou 20% dos periódicos com fator de impacto acima da mediana”, disse Packer.

Rogério Meneghini, coordenador científico do programa SciELO, destacou que a ciência é um processo cíclico. Segundo ele, a produção científica propriamente dita não é o último passo do processo, do qual fazem parte também a comunicação científica e a discussão informal com os pares. “Publicar é um feito complexo, muito importante, do processo de fazer ciência”, afirmou.
De acordo com Meneghini, ao contrário dos países desenvolvidos, onde o número de periódicos está relacionado diretamente aos interesses comerciais, nos países emergentes o número de publicações tem conexão com a necessidade de dar vazão à produção científica.

“No momento da publicação há duas rotas possíveis, a nacional e a internacional. O que estamos discutindo nos últimos anos – e que seguiremos discutindo – é o quanto a publicação brasileira começa a ganhar overlap em relação à produção internacional. Ou seja, em que medida aquilo que publicamos aqui passa a fazer parte do contexto internacional de publicações científicas”, disse.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Palestra: Taxonomia facetada como mecanismo de recuperação de informação

Palestra realizada na sala 1000, ECI, no dia 19 de setembro de 2011, na disciplina Sistemas de Recuperação da Informação, ministrada pela professora Kátia Pacheco, para a turma B1/noturno de Biblioteconomia.


Título da Palestra: Taxonomia facetada como mecanismo de recuperação de informação. Benildes Coura Maculan - Doutoranda em CI - Grupo Pesquisa MHTX


Fonte:  Apresentação da Benildes Coura Maculan - Doutoranda em CI - Grupo Pesquisa MHTX

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Semana de dicas para Profissionais da Informação

Durante essa semana, traremos postagens com dicas de sites e informações uteis para os bibliotecários, estudantes e afins.

O site  Sobre Sites, traz um Guia de Biblioteconomia na Internet do Editor  Michelângelo Mazzardo Marques Viana.


O Guia traz uma lista em ordem alfabética com os seguintes tópicos:
Processo Técnico
O ensino de catalogação, classificação e indexação de  documentos, para facilitar o seu armazenamento e  localização, incluindo vocabulários controlados e guias descritivos de tesauros.
Administração 
Abordagem de temas relacionados a organização e gerência de bibliotecas, como bibliometria, gestão, marketing e pessoal para bibliotecas.
Automação
Sistemas
e softwares para automação das atividades de biblioteca.
Aspectos Legais
Discussões sobre filtragem de informações na Internet e direitos autorais, juntamente com uma compilação das leis que tocam o exercício da profissão.
Busca da Informação
Aprenda técnicas para buscar e encontrar a informação que você precisa.
Documentação
Aprenda como fazer conversão de formatos e geração de documentos convencionais e não-convencionais.
Portais
Portais de informação especializada em biblioteconomia.
Bibliotecas Conheça as bibliotecas brasileiras na Internet e saiba como desenvolver bibliotecas digitais e virtuais.
Coleções
Seleção, desenvolvimento, armazenamento e preservação de acervos bibliográficos convencionais e especiais.
Publicações
A informação para o bibliotecário atualizar e aperfeiçoar seus conhecimentos.
Instituições
Instituições de ensino em biblioteconomia e instituições de pesquisa no Brasil e no exterior.
Serviços 
Serviços para bibliotecas e centros de informação, juntamente com sites de editoras.
Listas de Discussão
Relação comentada de listas de discussão e boletins eletrônicos sobre assuntos relacionados à Biblioteconomia, em diferentes idiomas. Conheça outros bibliotecários e fique por dentro do assunto.
Equipamentos 
Móveis, acessórios e equipamentos para bibliotecas.
Entidades de Classe
Entidadesrelacionadas ao profissional bibliotecáriono Brasil e no exterior.
Bibliotecários
Sites de profissionais brasileiros e estrangeiros.
Eventos
O que acontece na área de biblioteconomia, como congressos, palestras, cursos e eventos relacionados.
Fonte: Sobre Sites



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pesquisador espanhol discute na UFMG conceito de biblioteconomia, documentação e ciência da informação

De 26 a 28 de setembro, a Escola de Ciência da Informação (ECI) recebe o professor José López Yepes, da Universidade Complutense (Madri), para uma série de palestras e debates. As atividades são abertas ao público e acontecem no auditório Azul, da Escola, no campus Pampulha.
 
A primeira palestra de Yepes na UFMG será realizada no dia 26, às 19h, e tratará do conceito de Documentação/Ciência da Informação. Segundo o professor, não existe na atualidade consenso sobre o conceito da disciplina e, como consequência, “não há uma imagem de visibilidade uniforme frente à comunidade científica”, o que acarreta dificuldades para a formação da profissão, além de permitir que profissionais de outras áreas se insiram em seus fazeres específicos.
 
José López Yepes identifica um conflito de caráter terminlógico-conceitual, o qual, em sua opinião, pode ser resolvido com base em acordos para fixar os termos e conceitos mais importantes na comunidade ibero-americana.
 
No dia seguinte, às 14h, Yepes discutirá – em especial com alunos de pós-graduação e professores da ECI – a proposta do Grupo Iberoamericano de Investigación Epistemológica en Bibliotecología, Documentación y Ciencia de la Información. Em seguida haverá debates sobre temas relacionados.
 
Depois de sua presença na UFMG, Yepes fará palestras nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), no Rio de Janeiro, da Universidade Federal da Paraíba e da Universidade de São Paulo, em visita de dez dias financiada pelo CNPq e pelos programas envolvidos.

Fonte: Notícias da UFMG

Projeto que integra graduações e pós da Ciência da Informação cria sistema que reúne dados de museus

Museus, patrimônio cultural, sistemas de informação, bancos de dados. Esses conceitos são objetos de estudo na mesma unidade, a Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG. Em tempos que exigem novas estratégias de organização de dados e de divulgação de objetos e espaços (físicos e virtuais) de museus e outras instituições que lidam com memória e patrimônio, por que não integrar conhecimentos em um projeto conjunto?
 
Foi o que fizeram professores e alunos de três disciplinas de dois cursos de graduação sediados na Escola: Fundamentos da Ciência da Informação, Patrimônio Cultural no Mundo Moderno e Contemporâneo (ambas do curso de Museologia) e Introdução a Banco de Dados (de Biblioteconomia). Com a participação de três bolsistas de mestrado e doutorado em Ciência da Informação, eles uniram teorias e práticas para demonstrar possibilidades de interação e reflexão conjunta, além de elaborar sistema de informação que pode subsidiar demandas específicas de espaços museais.
 
“Foram feitos levantamentos a partir do conceito clássico de objetos e patrimônio, e esse material foi organizado segundo as ideias de sistemas de informações e virtualização do objeto”, explica a professora Renata Baracho, da disciplina Introdução a Banco de Dados, destacando a importância da união entre pesquisa e prática nas atividades dos alunos. “As turmas se viram envolvidas com a elaboração de estratégias de gerenciamento e disponibilização da informação, e a necessidade de criar vínculos de relacionamento entre profissionais das áreas diferentes”, completa Renata, que tem mestrado em Ciência da Computação e doutorado em Ciência da Informação.
 
Intranet
 
Divididos em grupos, e após a definição dos temas e museus a serem visitados – como o Casa Guignard e a Casa dos Bandeiristas, em Ouro Preto, e o projeto Memória do Judiciário de Minas Gerais –, os alunos de Museologia levantaram informações por meio de entrevistas, fotos, vídeos e documentos disponibilizados pelos museus ou de acesso livre pela internet.
 
Paralelamente, os alunos de biblioteconomia desenvolveram um bando de dados para organizar a informação coletada e torná-la disponível em uma intranet da Escola de Ciência da Informação (um servidor foi especialmente dedicado pelo Laboratório de Tecnologia da Informação para armazenar os trabalhos).
 
Todos os envolvidos no projeto podiam acompanhar as atividades dos diversos grupos em tempo real – e os bolsistas da pós-graduação eram chamados para realizar adequações nas diversas etapas. E foram eles também que elaboraram a tela inicial para agrupar os sistemas de informação criados pelos alunos da graduação. O modelo escolhido foi o Entidade-Relacionamento (criado por Peter Chen, em 1976). O diagrama elaborado na ferramenta Access 2003 permitiu a organização das informações sobre museu em cada grupo. O modelo apresenta os dados da seguinte forma: cada “obra” pode ser classificada a partir de um “tipo de trabalho”, e está localizada em um “lugar” de uma “cidade”.
 
Os alunos de Museologia e Biblioteconomia apresentaram seus trabalhos – que valeram notas para as respectivas disciplinas – num mesmo evento, no auditório da Escola.
 
Didática da integração
 
O projeto Atividades de Equipe Pedagógica 2011, da graduação em Museologia da ECI, teve como alguns de seus resultados abrir a perspectiva de produção de novos materiais de apoio às aulas e mostrar concretamente que é possível integrar cursos afins, mas até agora desenvolvidos de forma separada. Segundo os professores responsáveis pelo projeto, os cursos da unidade experimentaram uma nova forma didática, integrando museologia, ciência da informação e ciência da computação. “Alunos da museologia tiveram o primeiro contato com os sistemas de informação, e passaram a entender os bastidores do computador como ferramenta para recuperação de dados em tempo quase real”, destaca Renata Baracho.
 
A professora Cátia Barbosa, da disciplina Patrimônio Cultural no Mundo Moderno e Contemporâneo, chama a atenção para a possibilidade de “envolver mais os alunos”, utilizando a motivação criada pelas atividades de cada grupo inseridas constantemente no sistema. “Além disso, o projeto tem todas as condições de gerar desdobramentos como pesquisas mais avançadas e repercussão no mercado de trabalho, por meio, por exemplo, do envolvimento em políticas públicas”, afirma Cátia Barbosa, que é mestre em Educação e doutora em Museologia. Segundo as professoras – que contaram a parceria do professor Alessandro Costa, do curso de Arquivologia –, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a prefeitura de Congonhas (MG) e o setor de obras raras do Sistema de Bibliotecas da UFMG já manifestaram o interesse em aproveitar os conhecimentos gerados pelo projeto.

Fonte: Notícias da UFMG

TAXONOMIA FACETADA NAVEGACIONAL: AGREGANDO VALOR ÀS INFORMAÇÕES DISPONIBILIZADAS EM BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES

O resumo do trabalho TAXONOMIA FACETADA NAVEGACIONAL: AGREGANDO VALOR ÀS INFORMAÇÕES DISPONIBILIZADAS EM BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES, de Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan, Gercina Angela Borém de Oliveira Lima, já esta disponível no site do Enancib.

  

Resumo

 

Este artigo apresenta o resultado de uma pesquisa de mestrado que investigou o uso de uma taxonomia facetada navegacional (TAFNAVEGA) como instrumento de organização da informação, para dar consistência e padronização aos conteúdos informacionais de teses e dissertações. Teve como objetivo facilitar o acesso às informações, a partir da navegação através dos termos da estrutura facetada. O ambiente de pesquisa foi uma biblioteca digital de teses e dissertações (BDTD) de uma unidade informacional específica, tendo como insumo as teses e dissertações particularmente oriundas da linha de pesquisa Organização e Uso da Informação (OUI). A TAFNAVEGA é composta por dez categorias fundamentais temáticas (CAFTE) e por um algoritmo para extração de conceitos, denominada matriz categorial temática para trabalhos acadêmicos. A metodologia incluiu o uso da teoria da análise de domínio para a identificação do domínio, do usuário da BDTD e de suas necessidades informacionais, assim como do Modelo de Leitura Documentária, de Fujita e Rubi (2006), para o desenvolvimento da matriz categorial para trabalhos acadêmicos. Para a criação das categorias fundamentais temáticas foi utilizado o método da análise de conteúdo, com a técnica da análise categorial temática Os resultados demonstraram que o mecanismo TAFNAVEGA pode facilitar a exploração, busca e recuperação dos conteúdos dos documentos, dando acesso a dados tais como teorias, métodos e instrumentos de coleta de dados. Concluiu-se que esse instrumento auxilia o pesquisador em sua atividade profissional e permite maior visibilidade ao conteúdo disponível na biblioteca digital de teses e dissertações, sem sobrecarregá-lo de informações.

Fonte: Enancib

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amazon poderá lançar biblioteca digital

A Amazon estaria planejando lançar um novo serviço que permitirá que seus clientes acessem uma biblioteca digital por um valor mensal, algo parecido com o Netflix, só que voltado para e-books. Segundo o The Wall Street Journal, a Amazon estaria conversando com editoras sobre o lançamento do seu seviço, mas ainda não se sabe o quanto o projeto conseguiu evoluir já que muitos editores não estão muito entusiasmados com a ideia.Os detalhes do serviço não foram revelados, mas de acordo com o Mashable, no começo, o usuário terá um número restrito de livros que poderá acessar todo mês. O serviço também estará disponível para os assinantes do Amazon Prime, programa de fidelidade da empresa que fornece acesso ilimitado de filmes e programas de TV por US$ 79 ao ano.Só este ano, a Amazon efetuou dois grandes lançamentos, em fevereiro lançou a versão Prime do seu serviço de aluguel de filmes online e também sua versão do Kindle em maio.

Rumores afirmam que a empresa estaria prestes a lançar seu tablet em outubro deste ano, o aparelho deve se tornar um forte concorrente do iPad da Apple.

Fonte: Geek

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Guia de Software Para Tratamento da Informação

O levantamento dos software contidos neste Guia foi realizado através da Internet e contatos pessoais. Identificamos aquelas informações que de acordo com a literatura devem ser observadas no momento de escolha de um software para automação da sua biblioteca ou centro de documentação. 

Dentre as principais características citadas pela literatura e presentes no Guia, destacamos:
• Processamento técnico - quais as rotinas desenvolvidas pelo programa e suportes informacionais poderão ser cadastrados.
• Intercâmbio - permite o intercâmbio de informações bibliográficas, ou seja, importação e exportação de dados.
• Aquisição - permite o gerenciamento do processo de aquisição.
• Pesquisa - permite busca em todos os campos e uso de operadores booleamos.
• Circulação - permite empréstimo, devolução e reserva com uso, ou não, de códigos de barra.
• Controle de periódicos - permite o gerenciamento do processo de assinatura de periódicos, quais as rotinas são administradas pelo programa, ele permite a indexação de artigos.
• Relatórios - permite a visualização e impressão de relatórios administrativos.
• Segurança - o sistema permite o controle através de senhas.


As informações sobre os software relacionadas no Guia foram retiradas unicamente dos dados divulgados pelas empresas que produzem ou comercializam os software, ou seja, elas não estão baseadas em experiências práticas. Portanto, não comprovamos a funcionalidade dos programas e alguns podem apresentar características que não foram citadas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Salão do Livro Infantil e Juvenil em Belo Horizonte


O Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais começou na quinta-feira (1º) e vai até o dia 11 deste mês em Belo Horizonte. O objetivo é alcançar cada vez mais o público de crianças e jovens com interesse pela leitura.

Nos dias úteis, o evento ocorre das 9h às 21h. Nos feriados, das 10h às 21. Sendo que, no último dia, o Salão do Livro acontecerá de 10h às 20h.
A entrada é franca, e o endereço é Serraria Souza Pinto, Avenida Assis Chateaubriand, 890. Acesse a programação do Salão do livro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As funções do bibliotecário vão muito além da biblioteca

Na Antiguidade, as bibliotecas eram espaços restritos a poucos grupos, sobretudo religiosos, pois o saber tinha um caráter sagrado. Apenas os sacerdotes e os nobres sabiam ler e, consequentemente, podiam ter acesso ao conhecimento. Já o mundo contemporâneo é marcado pela democratização da informação, os acervos estão por toda parte, na realidade física e virtual, e têm passagem livre para quem quiser explorá-los. Apesar do livre acesso, um guia capaz de auxiliar na seleção de conteúdos, em meio ao enorme volume de informações disponíveis, não pode ser dispensado. Nesse contexto, o bibliotecário, que era visto como “guardião de livros” no passado, passa a ser um mediador entre as diferentes fontes de informação e o público. Entretanto, de forma geral, a escola ainda não conhece suficientemente a amplitude das funções do bibliotecário, que acaba não desenvolvendo todas as atividades para as quais é apto, nem as diferentes possibilidades pedagógicas que a biblioteca oferece.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) destaca que compete à biblioteca escolar não somente lidar com as demandas do aluno, mas, sobretudo, atuar no contexto do projeto político-pedagógico da instituição de ensino, por meio do trabalho integrado com o professor e a gestão escolar. Para a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), também mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe da Biblioteca da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do mesmo Estado, Nêmora Arlindo Rodrigues, nem sempre as escolas estão cientes dessa função, em primeiro lugar, porque o brasileiro em geral não tem o hábito de frequentar bibliotecas e isso inclui os docentes. “A necessidade imediata é de que professores e bibliotecários atuem em conjunto, transformando a biblioteca escolar num espaço de aprendizado em apoio ao processo pedagógico desenvolvido na escola. Não deve haver distinção entre os espaços. A escola toda deve estar voltada para o mesmo objetivo e isso inclui a sala de aula, a biblioteca, os laboratórios de ciências e de informática, a cancha de esportes, os professores, alunos e pais.”

A lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010, estabelece a obrigatoriedade de todas as instituições de ensino, da rede pública e privada, possuírem biblioteca com acervo mínimo de um título por aluno. O prazo para adequação à medida é de 10 anos, ou seja, até maio de 2020, e a lei também prevê que a profissão de bibliotecário seja respeitada, o que significa que as escolas devem incluir o profissional em seu quadro de funcionários. Entretanto, muitas vezes, as instituições de ensino, sobretudo de pequeno porte, não enxergam a necessidade de manter um bibliotecário porque o imaginam trabalhando apenas em seus diminutos acervos. A presidente da CFB explica que há uma série de atividades que o profissional com formação em Biblioteconomia pode desenvolver no ambiente educacional. Entre as mais importantes estão: auxiliar a pesquisa escolar (que inclui incentivar o aluno a buscar informações em fontes fidedignas), estimular a criatividade e a curiosidade dos estudantes, ampliar na biblioteca conteúdos abordados em sala de aula em metodologia conjunta com o professor e, ainda, incentivar a pesquisa por meio de jogos, gincanas e olimpíadas de conhecimentos, por exemplo. Dentre as atividades ligadas à leitura está o trabalho de apoio às leituras escolares, assim como de lazer e entretenimento, além da promoção de “contação” de histórias, rodas de leitura, performances artísticas a partir dos textos lidos, encontros com escritores e ilustradores de histórias, entre outras ações.
Mais de 50 tarefas

O bibliotecário responsável pelo Sistema Batista Mineiro de Educação (SBME) Igor Rezende Quintal, especializado em Gestão Estratégica de Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais, conta que, no levantamento mais recente de processos conduzido na instituição, foram elencadas mais de 50 atividades desempenhadas pelo gerente da biblioteca central, cargo que ocupa há pouco mais de um ano. A instituição é formada por um colégio, com quatro unidades, uma faculdade, um centro de idiomas e também mantém dois projetos sociais. Quintal dá suporte a todas as unidades. Para se ter uma ideia de suas atribuições, ele atua com os coordenadores na seleção das novas obras que serão adquiridas, dos itens desatualizados do acervo para descarte, acompanha todas as assinaturas de periódicos, faz o controle financeiro e a previsão orçamentária da biblioteca, oferece monitorias sobre normalização de trabalhos de conclusão de curso e também trabalha na identificação de todos os processos do SBME em conjunto com a gerência desse departamento.

No ano passado, o bibliotecário também idealizou e deu início ao projeto Gestão Eletrônica de Documentos (GED), que abrange a centralização, arquivamento, condicionamento, descarte e disseminação dos documentos produzidos por toda a instituição. Segundo Quintal, com o GED foi possível economizar mais de R$ 200 mil em mão de obra, tecnologia, equipamentos e estrutura física. “É importante explicar que o acervo bibliográfico é um dos estágios da gerência de informação que um bibliotecário pode atuar. Hoje, o potencial de atuação de um bibliotecário vai muito além das práticas de um acervo. Com o advento das tecnologias da informação, conseguimos nos 'libertar' de algumas atividades 'braçais', embora extremamente necessárias e fundamentais, que o computador faz quase que instantaneamente, permitindo que o bibliotecário desenvolva projetos junto aos setores pedagógicos e administrativos”, esclarece.

Novas tecnologias

O bibliotecário é formado para dar suporte informacional e organizacional seja qual for a plataforma, que pode ir desde arquivar documentos da maneira adequada até gerenciar conteúdos na web. Suas competências vão além das estantes de livros e do contexto escolar, o que permite a atuação desse profissional em diferentes departamentos da instituição de ensino, conforme as demandas existentes. Por essa mesma razão, a utilização das novas tecnologias, ao contrário do que pode parecer em um primeiro instante, não modifica a essência do trabalho. “Quando algo é organizado em suporte impresso continuará organizado quando for digital. As técnicas de organização e gerenciamento de informação não se alteram quando o conteúdo está em bytes”, ressalta Igor Quintal.

Apesar da disponibilidade da informação na era digital, Nêmora acredita que o bibliotecário pode contribuir, dentro do ambiente educacional, para que o estudante aprenda a desenvolver seus próprios filtros e assim seja capaz de manter o espírito crítico durante suas pesquisas em meio ao extenso volume de conteúdos do mundo virtual. “A tecnologia deve ser empregada a favor do processo de aprendizagem, conduzindo o aluno ao desenvolvimento de sua autonomia, capacitando-o a buscar, de forma crítica e criteriosa, as informações de que necessita. Principalmente nesse âmbito, a presença do bibliotecário é fundamental, no auxílio ao desenvolvimento dessas habilidades”, destaca.

A imensa quantidade de informações que a web agrega ao universo do conhecimento não assusta o bibliotecário do SBME. “Surgiram novas demandas e apareceram novas ferramentas que facilitaram as antigas práticas, mas a matéria-prima, a informação, continua a mesma. A Biblioteconomia, como área de estudo da Ciência da Informação, vem apresentar soluções frente à produção exponencialmente progressiva de informação em que vivemos”, resume Quintal.

Matéria produzida pela revista Gestão Educacional. Para saber mais, acesse o site da Gestão Educacional.

Fonte: Bem Paraná